A GUERRA (SOLDADOS)

Lutamos em dor
No campo do extermínio
Onde estão os nossos sonhos?
E a paz dos nossos filhos?
Vidas ficaram no passado
O ideal de muitas famílias foi destruído
Pisaram no distintivo de um soldado
Um princípio foi partido
Ah, o sonho de um indivíduo obstruído
Em meio a tanto rancor
Sim senhor
Um dia já houve amor
Antes da chegada do destruidor
Desespero do guerreiro perturbado
Questionou: -Tenente, sentiu-se derrotado?
Ele indagou: "O sol não brilha para os fracos!".
-Perdão, se esteja eu errado.
General ouça com atenção
Há muito sangue no chão
Onde houve escuridão
Já brilhou a luz de um canhão
Salvem-se!
Libertem o seu coração
Mirem!
Atirem na camada da indecisão
Ó Deus, até onde vai essa nação?
Ouça o clamor dos inocentes da população
Atendei toda aquela sincera oração
Bradamos a salvação!
O militar gritava sem parar:
 “Bravos guerreiros
Avancem sem medo
Com honra no peito
Destruam seus inimigos
Desistência é um defeito
Quero respeito!
Na guerrilha não temos amigos!"
Levante a sua arma
Não cruze os seus braços
Bramidos de batalhas por todos os lados
Quem roubou a sua honestidade?
Lágrimas insanas de crueldade
Palavras sagradas
Desculpas bradadas
Uma queda súbita na calçada
Alma calada.
Corra com a sua força
Ou morra com a sua fraqueza
Exploda essa bomba de incerteza
Estejas valente na peleja
Sábio? Sejas!
Deves ser leal até a morte
Se estais no Sul fugirás para o Norte?
Eu sei que tu és forte
Sangue nobre, não pobre!
És duro como o cobre!
Aqui não é um jogo de sorte!
A consciência sofre cortes!
Veja a pureza estraçalhada
Perceba a decência perdida na estrada
Quem matou a sua alma?
Erga-se, com calma!
A lei está contida na sua palma!
Marchamos na claridade da esperança
Haverá um horizonte de fé?
A benevolência tornou-se desconfiança?
Será que os sonhadores continuam de pé?
Agora avançamos em lágrimas
Na jornada da vida
Regando a terra árida
Curando as feridas
Estilhaços de ira
Ofuscaram um jardim
O mundo não mais gira
Foi-se o início, começou o fim
Paisagens e miragens
Tornaram-se apenas passagens
Caro general, ainda tenho a lembrança
Daquelas batalhas
Que na limpa farda
Continha sangue inocente de criança
Oh, foram pólvoras e bombas
Muitos recordam das dinamites
No território soltaram brancas pombas
Todos os rostos estavam tristes
Cantando o hino nacional
Aplaudindo a pátria
Um momento surreal
Que na real
Igual não existe!
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Composição: Fábio Chagas.

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